Pular para o conteúdo
Sites

Quanto custa um site: por que os orçamentos variam tanto

Do mesmo briefing saem propostas que diferem em dez vezes. Os cinco fatores que explicam isso, e o que você está comprando em cada faixa.

Você manda o mesmo briefing para três lugares e volta com R$ 1.500, R$ 12 mil e R$ 60 mil. A reação natural é achar que alguém está tentando te enganar.

Normalmente não está. É que “site” nomeia coisas muito diferentes, e a proposta raramente explica qual delas você está comprando.

Aqui está o que separa uma faixa da outra.

1. Modelo pronto ou escrito em código

Essa é a maior divisão de todas, e a que mais explica diferença de preço.

Modelo pronto: parte-se de um tema existente, troca-se texto, cor e foto. Rápido e barato. O limite aparece quando você precisa de algo que o tema não faz, ou quando descobre que ele carrega um monte de código de funcionalidade que a sua página não usa, e a página fica lenta.

Escrito em código: cada página é construída. Mais caro e mais demorado, e em troca você tem controle total sobre velocidade, estrutura de busca e o que aparece na tela.

Nenhum dos dois é errado. O erro é comprar um achando que é o outro.

2. Quantas páginas têm conteúdo próprio

Não é a quantidade de páginas: é a quantidade de páginas diferentes.

Um site com 40 páginas de produto que seguem o mesmo desenho é uma página feita uma vez e preenchida 40. Um site com 6 páginas, cada uma com estrutura própria, são 6 trabalhos.

Quando pedir orçamento, diga quantos desenhos distintos você precisa, não quantas URLs. A conversa muda.

3. Quem vai atualizar depois

Três respostas possíveis, três preços:

Quem atualiza O que isso exige Custo
Ninguém, o site é fixo nada menor
O fornecedor, sob demanda acordo de manutenção médio, recorrente
Seu time, sozinho painel de edição maior na entrada

O painel é o que mais encarece a entrada e o que mais economiza depois. Sem ele, trocar um preço na tabela vira e-mail, espera e, com frequência, nota fiscal.

4. Se a estrutura de busca está incluída

Aqui mora a diferença menos visível e mais cara a longo prazo.

Um site pode estar perfeito visualmente e ser invisível para o Google. O que muda isso não aparece na tela:

  • títulos e descrições pensados um a um, não gerados automaticamente
  • sitemap.xml, robots.txt e canônicas corretas
  • dados estruturados dizendo o tipo de negócio, o endereço e a região atendida
  • velocidade de verdade, medida no celular em rede ruim

Nada disso é visível numa apresentação de layout, e por isso some das propostas baratas. Você só descobre que faltou meses depois, quando ninguém acha o site.

5. Se alguém mede se o site funciona

Site sem rastreamento de conversão é um site sobre o qual ninguém tem opinião fundamentada. As decisões viram discussão de gosto.

O mínimo é saber quantas pessoas chegam, de onde, quais páginas leem e quantas clicam no botão de contato. Sem isso você não tem como saber se o site está funcionando, e muito menos qual mudança melhorou.

O que você está comprando em cada faixa

Sem preços, porque eles variam por praça e por ano. Mas as faixas existem e são reconhecíveis:

Faixa de entrada. Modelo pronto, poucas páginas, texto seu, sem painel, sem trabalho de busca, sem medição. Resolve “preciso existir na internet”. É uma escolha legítima quando é isso mesmo que você precisa.

Faixa intermediária. Escrito em código ou tema muito bem trabalhado, estrutura de busca feita, painel de edição, rastreamento ligado, velocidade cuidada. Resolve “quero que o site traga cliente”.

Faixa alta. Tudo acima, mais conteúdo produzido, integrações com os sistemas que você já usa, múltiplos idiomas, e desenho feito do zero em vez de adaptado. Resolve “o site é um canal de venda principal”.

Como pedir um orçamento que dê para comparar

Se você mandar só “quero um site”, vai receber três coisas incomparáveis. Mande isto, e as propostas passam a falar a mesma língua:

  1. Quantos desenhos de página diferentes você precisa
  2. Quem escreve os textos, você ou o fornecedor
  3. Quem vai atualizar depois de pronto
  4. Com o que o site precisa conversar (CRM, agendamento, ERP, formulário)
  5. Como você vai medir se ele deu certo

E uma pergunta final, que separa fornecedor de dono de site:

O site é meu? O código, o domínio e as contas ficam no meu nome?

Se a resposta for confusa, o preço baixo tem uma condição escondida: você não sai de lá sem começar do zero.

Perguntas frequentes

Por que um orçamento é dez vezes maior que o outro?

Quase sempre porque são coisas diferentes com o mesmo nome. Um monta um modelo pronto e troca textos e cores; o outro escreve o site em código, pensa a estrutura de busca, faz painel de edição e mede conversão. Os dois se chamam site. A pergunta certa não é o preço, é o que está incluído.

Site em modelo pronto serve para a minha empresa?

Serve quando você precisa de presença online rápida e barata, o conteúdo é simples e o site não é o canal principal de venda. Deixa de servir quando a velocidade e a busca passam a importar, ou quando você precisa de algo que o modelo não faz. Aí o custo de refazer chega junto.

O que faz o preço subir mais?

Quantidade de páginas com conteúdo próprio, integrações e a necessidade de painel de edição. Animação e efeito visual pesam menos do que se imagina. O que pesa de verdade é cada página que precisa ser pensada, escrita e desenhada em separado.

Preciso pagar mensalidade depois?

Hospedagem e domínio sim, e são baratos. Manutenção depende: site institucional que muda pouco pode ficar anos sem mexer. O que você deve evitar é mensalidade que existe só para você continuar tendo acesso ao próprio site.

Quem escreve os textos do site?

Essa é a pergunta que mais atrasa projeto e a que menos aparece em orçamento. Se o texto é seu, o prazo depende de você. Se é do fornecedor, precisa estar no escopo e no preço. Definir isso antes evita o site ficar pronto e parado esperando conteúdo.